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Revisão de contrato bancário: quando vale a pena analisar

Empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e cédulas de crédito costumam ter contratos longos e cheios de encargos. A revisão contratual é a análise técnica desse documento para verificar se o que está sendo cobrado corresponde ao que a lei e o próprio contrato permitem.

Sinais de que vale analisar o contrato

  • a parcela ou o saldo devedor cresceu muito além do esperado;
  • há tarifas, seguros ou serviços que você não se lembra de ter contratado;
  • a taxa de juros parece muito acima da praticada no mercado para aquela modalidade;
  • o banco está cobrando a dívida na Justiça ou ameaçando negativar o seu nome.

O que costuma ser verificado

  • a taxa de juros contratada comparada à média de mercado divulgada pelo Banco Central para a mesma modalidade e período;
  • a cobrança de tarifas e seguros e se houve contratação válida;
  • a forma de cálculo dos encargos em caso de atraso;
  • a coerência entre o contrato, os extratos e o valor cobrado.

Juros altos são sempre abusivos?

Não. As instituições financeiras não estão sujeitas a um teto fixo de juros na maior parte das operações. Em regra, os tribunais consideram abusiva a taxa que se distancia de forma significativa da média de mercado, analisada caso a caso.

Revisar significa parar de pagar?

Não. Parar de pagar sem orientação pode gerar juros de mora, negativação e medidas de cobrança, como busca e apreensão ou execução. A revisão pode ser usada como base para um acordo ou discutida em juízo, conforme o caso.

Documentos que ajudam

  • cópia do contrato ou da cédula de crédito;
  • extratos e demonstrativos do débito;
  • comprovantes de pagamento;
  • notificações ou cobranças recebidas.

Conteúdo de caráter informativo. Não substitui a análise individual do caso por advogado.

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